Você já ouviu falar do "verme do coração"? Doença pode até levar seu pet à morte

Fonte: http://noticias.bol.uol.com.br/ultimas-noticias/ciencia/2014/04/04/voce-ja-ouviu-falar-do-verme-do-coracao-doenca-pode-ate-levar-seu-pet-a-morte.htm

Ronaldo Marques
do BOL, em São Paulo
  • Arquivo pessoal/BOL
    Camila posa ao lado do shitzu Lupo, que sofreu com o "verme do coração" e já está recuperado
    Camila posa ao lado do shitzu Lupo, que sofreu com o "verme do coração" e já está recuperado
Ao levar seus dois cachorros, Lupo e Diesel, ao veterinário há seis anos anos, Camila Nascimento, 29, viu de perto os problemas causados pela dirofilariosa, popularmente chamada de "verme do coração".
Na época, a estudante de medicina veterinária já tinha ouvido falar da doença em seu curso, mas nunca havia tido contato com ela, que é transmitida ao animal por meio de picadas de mosquitos infectados com o verme. "É muito grave e pode matar o animal se não for descoberta logo no início. No meu caso, comecei a perceber que meus pets se cansavam muito rápido, corriam pouco e já paravam muito cansados. Lupo, que é da raça shitzu, chegou a desmaiar duas vezes".

A veterinária e gerente técnica da companhia Merial Pet, Isabela Condry, explica o que exatamente é a doença. "Trata-se de um verme que se desenvolve dentro do coração dos cães, e que pode atingir até 30 centímetros de comprimento. Esse parasita é chamado dirofilária, daí o nome da doença. Por habitar o coração e grandes vasos sanguíneos, o verme causa obstrução à passagem do sangue e pode gerar hipertensão pulmonar e insuficiência cardíaca".

Isabela afirma ainda que é possível identificar se o seu animal de estimação sofre com a doença por meio de sinais como perda de peso, cansaço, tosse, dificuldade de respirar, falta de ânimo e abdômen dilatado. Ainda assim, ela lembra que o cão pode conviver com o verme durante anos sem apresentar qualquer sinal e reforça que a transmissão ocorre em maior parte no verão e em regiões litorâneas.
Para o tratamento, a recomendação é que a doença seja diagnosticada antes de qualquer sinal aparecer, daí a importância de levar seu bicho regularmente ao veterinário. "Há exames específicos que detectam a presença de larvas jovens do verme na corrente sanguínea, o que indica a presença do verme adulto. A partir daí, o tratamento, que visa à melhoria da condição clínica do animal e à eliminação completa do parasita, é iniciado", explica a profissional.

No caso de Camila, o pet Diesel, um pitbull, não resistiu às complicações da doença e morreu. Lupo, o shitzu, conseguiu vencer o "verme do coração" e hoje está com 12 anos. "Ele adora comer e principalmente receber um carinho", conta a dona orgulhosa, que se lembra do tempo difícil em que enfrentou a doença dos pets. "Você fica desesperada, ainda mais para uma estudante de veterinária que ama os animais. Foi muito triste, mas aprendi que existem métodos fáceis de prevenção".

A prevenção se dá pelo uso de um remédio que o pet pode tomar mesmo sem ter o verme. E o método não sai tão caro. Com um animal pequeno, por exemplo, Camila gasta cerca de R$ 15 por mês. Há também alguns medicamentos de uso contínuo para controle de pulgas e vermes que já possuem efeito contra as larvas jovens. O tratamento é simples, mas é necessário consultar um veterinário antes de medicar seu pet.

Depois de passar pelo trauma, o conselho de Camila é um só: "Ficar de olhos em seus bichos", com atenção redobrada aos animais de grande porte, que costumam morar no quintal, fora de casa.  "O animal pequeno, por ficar dentro de casa, tem uma chance menor de ser picado, além disso, é mais fácil de notar que algo não está indo muito bem. O que fica fora de casa, no quintal, fica mais exposto às doenças, e, pela falta de um convívio mais íntimo, fica mais complicado observar pequenos detalhes que acusem que algo vai mal", diz a veterinária.

Também é importante lembrar que a dirofilariosa é uma zoonose, ou seja, pode ser transmitida ao homem. Em humanos, no entanto, a doença não evolui, mas o parasita pode ficar alojado em diversos órgãos, principalmente nos pulmões, provocando o aparecimento de nódulos, muitas vezes confundidos com tumores.

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2 comentários :

Nanda publicou o comentário número:

Não sabia...

bjs

http://nandaaflordapele.blogspot.com.br/

Bruna Lisia e Maary Pereira publicou o comentário número:

Não sabia dessa doença, até porque nem tenho cachorro, mas é legal informar né?
beijos!!

www.mybrandteen.com



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